Poemeu da vaidosa insignificância

Na Rede do mundo, somos todos, e somos nenhum.
Quero a atenção de muitos, mas descubro,
ou antes confirmo,
O que sempre desconfiava: que sou quase ninguém,
Um quase nada. Um nenhum.

E… Eureka! Sendo nenhum, ninguém e nada,
Descubro finalmente, e isso é o melhor de tudo:
Que pouco faz, que tanto fez:
Ser alguém, tudo, todos ou nenhum! Dá no mesmo.

Vida infinita! Paralelos para o nada, ninguém. Nenhum.
Se (con)fundirão com alguém, tudo, algum.

Mas qual, que nada! Bem sei!
É que, pensando assim, ainda posso ter a ilusão,
De que um dia serei alguém,
Mesmo tendo a certeza de que sempre serei
Ninguém, nada.
E, e por isso mesmo, tudo,
Parte do Todo. Enfim, UM!
Embora sempre tenha sido, apenas, eu.

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2 respostas para Poemeu da vaidosa insignificância

  1. adorei esse verso aqui: “Se (con)fundirão com alguém, tudo, algum”

Comentários

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