Livro – O filho de mil homens

“A emoção civilizadora em Valter Hugo Mãe.”

Um mundo diferente pode não ser possível. As pessoas poderão ser crescentemente más. Apesar de tudo, a sobrevivência talvez da maioria de nós exige a possibilidade de sonhar com um outro homem, com um mundo diferente. Não um mundo futuro, mas uma outra maneira de viver o mesmo velho mundo. Será possível? Pelo menos na literatura, sim…

O mundo do livro O filho de mil homens, infelizmente, acho que nunca existiu, em parte alguma, em tempo algum. Mas eu prefiro pensar que aquele mundo é possível.

Copio, abaixo, algumas frases da crítica do escritor Miguel Sanches Neto. A crítica completa você vê AQUI.

“Ao adotar as crianças sem pais, ao se casar com aqueles que padecem de solidão e ao se importar um com os outros, surge um novo modelo relacional. E a família acaba sendo a própria aldeia, onde se manifestam o entusiasmo e o amor.
Nesta trajetória utópica, cada personagem se faz filho do todo, e por isso não sofre com a rejeição: “todos nascemos filhos de mil pais e mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo” (p.188). Construir este sentimento de pertença é o que deseja Valter Hugo Mãe, fazendo com que o leitor – assim como os seus personagens – se entusiasme com a possibilidade de mudar minimamente o mundo.”

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3 respostas para Livro – O filho de mil homens

  1. ai ai, suspirei, e fiquei com vontade de ler

  2. ptolomeu1965 disse:

    Será leitura OBRIGATÓRIA para mim!
    beijos

Comentários

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