Gratidão.

Não sei como escrevem os profissionais da escrita. Nunca vou saber.
Tempos atrás fiz um post perguntando “por que você escreve um blog?”. Eu, até há pouco não sabia porque eu mesmo tinha um e me atrevia a escrever.

Não escrevo mais porque, à incapacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, junta-se uma dificuldade: só consigo escrever quando estou abalado, acalorado. E hoje estou em paz, ou murcho, sei lá!

Mas não poderia deixar de registrar o enorme prazer que senti ao ler os comentários ao meu último post. Gente grande, que eu admiro, vindo me visitar. Uma honra. Isso já compensa tudo.

Se continuo sem saber porque escrevo, pelo menos já sei o enorme prazer que isso pode me dar. Conhecer um outro lado, que talvez só os outros vejam, mas que só de saber da possibilidade da existência de qualidades que não vejo já me alimentam e dão força pra continuar.
Até onde? Sei lá!
Hoje só quero agradecer, e curtir, as palavras de meus visitantes.
Um beijo a todos.

Procurei, à moda de um blogueiro que curto muito, deixar aqui um vídeo significativo do momento. Foi difícil, queria uma coisa mais solene do meu compositor favorito. Mas a combinação Bach-Uakti-Corpo, se muita gente não gostou, sempre me emocionou.
Video algum jamais transmitirá a sensação de ver essa turma no palco. Mas é o que tem pra hoje…
Um bom fim de semana procêis.

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12 respostas para Gratidão.

  1. sad eyes disse:

    Escrevemos num blogue porque temos alguma coisa para partilhar e não o que remos fazer (apenas) com as pessoas dos nossos circulos socais.

    • Sad Eyes, obrigado pela visita, pela leitura.
      Precisa sua observação. É isso mesmo: partilhar pensamentos, impressões, ideias, de modo livre, sem censura, sem os medos que, muitas vezes, pelo menos pros não iniciados e não especializados em nada, como eu, sentiriam em fazê-lo pessoalmente. Aliás, pessoalmente nem espaço eu teria…
      Obrigado!

  2. Margot disse:

    Profissionais da escrita não escrevem como você; com sentimento, alma..coração. Se vc escreve quando esta acalorado ou abalado, temos algo em comum. Quando não me sinto bem, meus dedos não são suficientemente ligeiros para acompanhar meu pensamento. Posso escrever por horas…coisas sem sentido para os outros.
    E se é Bach seu compositor preferido, rsrs, temos mais uma coisa em comum. Essa faixa principalmente…. maravilhosa. Tenho-a e escuto sempre. Maravilhoso… e o grupo corpo, inigualável.
    abraços Alex

    • Oi Margot,
      Realmente não tenho ideia como os profissionais escrevem. Uma vez li um comentário de um escritor, no blog dele que acompanho, dizendo que só consegue escrever em estado alterado. Não me lembro exatamente das palavras, mas o sentido era de que o sentimento precisava estar presente.
      Não consigo imaginar um texto, planejar, sentar e escrever, burilar. Sinto e saio escrevendo. Depois, no máximo, procuro corrigir os erros mais grosseiros que consigo ver.
      Sobre compositores… conheço poucos. Inclusive estou pra dar uma zapeada em algumas obras de Mahler, o preferido do Cesinha, pra conhecer. Não entendo de música, e minha “formação” como ouvinte é mesmo de ouvir rádio, minha querida Rádio MEC, desde adolescente. (Hoje, com a Internet, zapeio por algumas outras). Música contemporânea ainda não consigo ouvir com emoção. Música do século XX… adoro Villa-Lobos.
      Acho que o bom da arte, da música em particular, é poder ter uma variedade pra escolher. Mas de Bach, gosto de quase tudo. Mas isso não dispensa ouvir Haendel, Vivaldi e tantos outros. Só que, em Bach, gosto de quase tudo que já ouvi.
      Ah, o Grupo Corpo… dançam magnificamente. Pena que nem sempre gosto da trilha sonora que escolhem. Mas gostei da maioria das peças que vi. Não foram muitas.
      Abração e bom fim de semana.

  3. Peter disse:

    Lembro que, quando decidi começar um blog, meu objetivo era guardar minhas memórias e um pouco do meu presente em páginas, como um diário mesmo. A medida que as pessoas foram se aproximando, se identificando, passei a me questionar o que você se questionou. Hoje, eu simplesmente digo que gosto de escrever e é notável que a audiência sempre nos dá vontade de soltar mais e mais palavras. Virou um vício saudável!

    Muito bacana a apresentação! Se emociona assim, eu imagino ao vivo, rs.

    Abraços e keep going!

    • Peter, obrigado pela visita!
      Legal você compartilhar seu processo de blogueiro. Eu comecei, acho, pra me conhecer melhor, de um modo que, na vida real, de encontros pessoais, muitas vezes não nos é possível. Acho até que imaginava uma coisa e o tempo foi me mostrando outras. A principal delas, isso que você falou, das pessoas que vão se aproximando. Interessante que pode demorar, mas mesmo aqui, nesse mundo que chamamos virtual, — mas que tem tudo de muito mais real, pra mim, pelo menos, porque acho que aqui sou mais verdadeiro do que na vida dita real — a gente acaba se identificando e atraindo alguns, afastando outros. Uns chegam e não voltam, outros demoram a chegar mas ficam desde a primeira vez… Maravilhosa liberdade de manifestação que a Internet nos dá. E escrever um blog nos dá a oportunidade de nos conhecer melhor. Pra mim é isso que vale. Além de conhecer pessoas que na vida real eu jamais teria a oportunidade de encontrar.
      Abraços e um ótimo fim de semana.

  4. Dil Santos disse:

    oi Alex, tudo bem?
    Essa pergunta acho que muita gente já se fez. Eu escrevo como uma forma de desabafo, de colocar pra fora meus sentimentos, sonhos, desejos medos. As vezes eu fico completamente numa folha em branco, sem saber o que escrever, esperando que algo venha em mente, mas as vezes é vão, me dá uma agonia daquelas, rsrs. Mas as vezes uma simples palavra já é suficiente para eu escrever, é como se eu mergulhasse num rio de inspiração, rsrs. O bom melhor mesmo de escrever, é quando vc escreve algo que de certa forma outras pessoas se identificam e sentem que isso de certa forma as ajuda a passar por determinadas situações, é a melhor coisa que tem, é um sentimento único isso, rs. Pronto, acho que já falei demais, rsrs. Cesinhame indicou o seu blog e vim dar uma conferida, rsrs.
    Um bjo menino

    • Oi, Dil,
      obrigado pela visita. Não falou muito, não. Poderia falar muito mais e eu “ouviria” com prazer. Isso que você coloca, acho, da identificação, dos encontros, é realmente a coisa mais prazerosa da vida, ou uma das. E, na vida real, na correria toda, somos tão cheios de autocensura e de desconsiderações que muitas vezes esses encontros acabam sendo impossíveis.
      Quando vamos aprendendo a usar essa ferramenta, esse espaço, o prazer só vai aumentando.
      Eu começo a colocar as coisas agora. Acho que o empurrão que me deram o Cesinha e o Lucas foi definitivo. Até então eu tava sem rumo, meio que mais preocupado com leitores do que em ser eu mesmo, contrariando tudo que eu queira e, talvez, respetind o que eu sempre fiz na vida real. Então, vê só, ser blogueiro acaba sendo uma terapia reconstrutiva, como acho que você expressou no início do seu comentário.
      Obrigado!
      Beijão e bom fim de semana.

  5. Cesinha disse:

    Bom dia. Aqui o tempo está lindo hoje! Um sol agradável, bem da cor da primavera. Bem cedo… já caminhei pelo parque, já “cheirei” a natureza. 7 horas da manhã…

    Beijos

  6. Autor disse:

    Ah, vc escreve pra eu te ler, oras!
    Risos!

    E como adoro te ler, inspirado ou não.
    Venho sempre e leio TUDINHO, mesmo quando não comento, viu!
    😉

Comentários

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