Sempre quis ser um menino.

Gostaria de ter nascido uns 30 anos mais tarde, pelo menos. Se na mesma condição econômica (de classe média baixa), teria começado a vida adolescente e adulta com a ajuda da Internet. Acho que teria sido bem diferente. Muitos problemas — que tive que tentar resolver sozinho — teriam sido superados com a ajuda de mais pessoas, mais informação, mais liberdade, mais conhecimento. Eu seria, certamente, outra pessoa. Ok, não posso dizer se mais ou menos feliz. Felicidade pra mim (hoje sei, ou me consolo pensando que sei) é algo que está além da experiência, da materialidade das coisas.

Hoje, nem sei como nem a partir do quê, encontrei esse vídeo que, embora não me traga mais nenhuma novidade, me fez bem assistir. Conhecer histórias, depoimentos de jovens que não enfrentaram nem enfrentarão os problemas de todos nós com a mesma agressividade que muitos da minha geração tiveram que enfrentar (e que muitos ainda hoje enfrentam, infelizmente) me faz sempre pensar que o mundo pode ser um lugar melhor… Daí, voltando ao início… 30 anos depois, já estaria bem …

Eu vi e gostei. Sei que não será novidade para os poucos que ainda vêm aqui com assiduidade. Mas poderá ser um ponto de eventual conexão para outros .

Fonte: http://papodehomem.com.br/relato-de-um-gay-que-queria-ser-hetero/

Não Gosto dos Meninos – COMPLETO HD

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8 respostas para Sempre quis ser um menino.

  1. Lucas disse:

    Meu amigo, se você soubesse o quanto eu já tive esse pensamento! Como eu gostaria de ter nascido mais tarde! Tudo hoje é tão mais fácil, tão menos complicado. Falando por mim: o que eu tive que viver nas sombras da vida… tenho certeza que hoje eu não teria nem metade dos problemas que enfrentei.

    Beijos.

    PS: Vou ver esse curta. Não conheço. Depois digo se gostei. Como é sua indicação, deve ser muito bom.

    • É isso mesmo, meu caro! Eu nunca fico pensando nisso, mas vendo esses depoimentos… Que bom que o mundo melhorou, né! Ainda temos muito a avançar, mas tá melhor do que já foi antes. Sob a nossa ótica, claro, de quem já passou por coisas mais difíceis ainda.
      Embora não subestime nem desqualifique as dificuldades que os moços e moças de hoje enfrentam — até porque, sofrimento é sempre sofrimento, dor é sempre dor — não tenho como me desvencilhar da ideia de que hoje as coisas são mais fáceis. Pelo menos, me parecem assim…
      Não quero com isso dizer que sou, ou somos, mais ou menos felizes por termos passado por essas ou aquelas dificuldades. O ponto que destacaria é outro: mais livres para assumirem suas identidades mais cedo, com menos embates, podem dispender suas energias em coisas mais produtivas e, desse modo, buscar uma realização maior de suas potencialidades como seres humanos. E, com isso, ganha toda a humanidade.

  2. eu não gostei desse vídeo, até hoje eu fico me perguntando o que eles querem dizer com esse título, por exemplo.

  3. Cesinha disse:

    Interessante: eu já conhecia esse vídeo, mas nunca me dispus a vê-lo. Hoje resolvi. Falando de mim… óbvio que eu sabia que eu era um pouco diferente desde cedo, mas, sinceramente, isso nunca foi um drama pra mim. Até hoje eu tento me entender. Eu, desde sempre, nunca me enquadrei num certo “padrão” de gay, sabendo que eu era. É até difícil explicar. A única explicação que eu tenho vem da educação que recebi dos meus pais, da minha avó… só pode ser isso. Eu vivia em um mundo hetero, me dava bem com todos, mas sabia que eu era diferente. Dá pra entender? Foi bom assistir hoje a esse vídeo… apenas, como você e o Foxx, não entendi o título.

    Beijos.

    • Cesinha, dá pra entender, claro! Padrões… seria bom se pudéssemos, um dia, nos livrar deles. Padrão a humanidade deveria ter para o que é importante, que implica na vida coletiva, como ética, política, honestidade, trabalho, essas coisas…
      O vídeo, obviamente, não tem novidade, mas eu gostei de ver.
      Quanto ao título, arrisco que com “Não gosto de meninos” talvez tenham enfatizado a falta de identificação com (no caso dos meninos) ou de interesse pelos (no caso das meninas).
      Eu coloquei “Sempre quis ser um menino” porque sempre me identifiquei com os homens, sempre quis ser um deles, mesmo sentindo que era um pouco diferente, sem entender… mas me identificando com algo que ia muito além do gosto por essa ou aquela fruta! Se pudesse ter entendido isso mais cedo, compartilhado isso com outras pessoas, como hoje em dia é mais fácil fazer… peguei por esse lado, que foi meu comentário ao vídeo, e também do Lucas aí acima.

      Bjos e obrigado pela visita!

  4. Lucas disse:

    Voltei… muito bom o vídeo! Os depoimentos são sinceros, diretos, objetivos. Um adendo ao meu comentário acima: meus pais faleceram sem saber de mim… dá pra acreditar? Pois é…

    • Dá pra acreditar, sim, Lucas. Os meus, pelo menos meu pai, provavelmente também partirá sem saber.
      Nessa altura da vida deles, seria um estresse absolutamente desnecessário. Talvez até egoísta de minha parte.
      Que bom que gostei. Achei também sinceros os depoimentos, e muito bem montado.

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