à primeira sexta-feira, com pressa

À primeira sexta-feira, com pressa [e vontade de voltar no tempo, apesar de tudo]

Alguém mandou, ouvi e não resisti, mais pra eu mesmo entrar aqui e ouvir.
Voltei à infância. Ouvia muito essa música. E agora me dou conta — ou antes apenas confirmo, uma vez mais — de que a melancolia já fazia parte da [minha] vida.
Pra mim, a música tem algo triste, mas acho que é pela volta no tempo, apenas…
Uma homenagem à primeira sexta-feira do ano!

Nunca mais tinha ouvido. Hoje fui ver de quem era… na Wiki: “A Whiter Shade of Pale” é a canção de estréia da banda britânica Procol Harum, lançada em 12 de maio de 1967.”

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11 respostas para à primeira sexta-feira, com pressa

  1. Margot disse:

    Maravilhosa!!!! Fez parte de minha adolescência e mocidade…. Como a vida era simples Alex…. e como eu sonhava. A muito eu não ouvia.
    Gracias amigo, por uma boa lembrança.

    Beijos

    • “Como a vida era simples”… Acho que isso diz tudo de uma época, Margot. Perfeito.
      Isso é um pouco do que essa música me trouxe, mas eu não havia elaborado com essa clareza. Uma vida que foi, e que faz parte da gente, está ali…
      Beijos!

  2. Lucas disse:

    Eita! Procol Harum… meus bailinhos na adolescência. Tentando lembrar: acho que eu (ainda) não era melancólico. Ingênuo! Essa é a palavra! Eu acreditava que o amor era possível. E sonhava, então. Hoje os bailinhos enevoaram em mim. Muito triste.

    Beijos.

    • É Lucas, acho que todos nós sentimos um pouco disso.
      Perder sonhos é sempre triste, mas lembrar que estamos vivos e que a vida é mais real e maior do que nossos sonhos adolescentes… Enfim, é a vida! Sentir é preciso. E essa música, hoje, me ajudou nisso!
      Forte abraço!

  3. fred disse:

    Baixou o saudosismo na galerÊ… hehe… só digo uma coisa – apesar dos anos avançarem (e algumas – mínimas – rugas surgirem) – eu ainda faço meus “bailinhos”… e se ninguém comparece dou de ombros e danço comigo mesmo! Hehehe!

    Linda canção, claro. Faz a mente da gente voltar para aquele tempo em – inocentes piás – ainda acreditávamos que o “felizes para sempre” esperava – com certeza – ali adiante!
    E tipo assim… às vezes a tristeza não está na música… está em nós.

    Beijos, meu melancólico favorito.

  4. tenho saudade dos seus e-mails.

  5. fred disse:

    Hummmmmmm… nem pra responder meu comment!
    Magoado agora.
    Hahahahahaha!
    Boa semana, tinhoso!

    • Queridão, muso daquela praia linda, onde bebiam champanha e comiam batata-frita no copo e prato que escolhiam…

      Moço, andei sem tempo e (quase) fora do ar nesse fim de semana, mas entrei aqui, e só agora apareceu seu comentário. Algo de estranho terá acontecido com o blog…
      Pode acreditar: se tem coisa que eu jamais deixo de fazer é ler e responder a seus comentários.
      [não devia dizer que os espero ansiosamente, mas pronto, já está aí, o dito bem dito]

      Adorei o que você escreveu. Particularmente, a poesia dessas duas frases, que anotarei, pois são de muita poesia, líricas, lindas:

      “eu ainda faço meus “bailinhos”… e se ninguém comparece dou de ombros e danço comigo mesmo! ”

      Coisa de homem, ser humano, que, antes de tudo, vive bem consigo. E por isso, pronto a viver bem com o outro.

      “– ainda acreditávamos que o “felizes para sempre” esperava – com certeza – ali adiante!”

      Até que um dia passamos a ter a certeza disso! Né não? Sobretudo quando entendemos a felicidade como um estado de espírito, uma maneira de ver o mundo, que não é alegria, que não é tristeza. É simplesmente plenitude, ser!

      Finalmente, também concordo com você, e até vou mais além. A tristeza, como a alegria, nunca está na música, mera coadjuvante e, quando muito, catalizadora de sensações que já estavam ali, à espreita, prontas pra tomar conta nosso peito e tudo mais que puder abraçar, apertar.
      Talvez essas duas mandonas até nos conduzam e nos atraiam em direção ao catalizador correto, para que elas, egoístas porém incapazes de agir sozinhas, possam finalmente nos tomar de assalto, tripudiar, sacolegar, buscar um orgasmo impossível sem nossa colaboração e — ativa, ou passiva — participação.

      Mal sabem elas, porém — seja a doce ou amarga tristeza, a salgada ou espumante, mas sempre fugaz, alegria –, que são duas tolas, serão sempre passageiras, efêmeras e que uma sempre deverá dar lugar à outra, em compassos infinitos. Uma sempre querendo tomar o lugar da outra, sem jamais poder controlar o reino sozinhas. Sem se darem conta de que nenhuma delas será, jamais, nossa dona exclusiva.

      Pelo menos, assim espero!

      Beijo e uma ótima semana!

  6. fred disse:

    Ah, meu caro Mr. Martini… a certeza da felicidade – esperando ali adiante – foi algo que nunca me faltou.

    A meu favor contava também o fato de que essa certeza foi amparada na (breve) lucidez e entendimento de que interessa mesmo é a felicidade que podemos tocar… a felicidade real, concreta e em estado bruto – por assim dizer. Não existe maior tolice que ansear por uma felicidade “idealizada”… dessas estilo água com açúcar. “Ser feliz pra sempre” soa – aos meus ouvidos de “muso” como cilada. Não quero nada pra sempre. Quero ser feliz por uns dias, instrospectivo noutros, radiante algum tempo, triste por algumas semanas e por aí vai… Viver no piloto automático (em velocidade de cruzeiro e com rota estabelecida) não faz minha cabeça… #soudesses que precisa de (alguma) turbulência, que aprecia o sobressalto e recusa-se a viver sem o frio na barriga providenciado pela súbita queda livre. Alguma colisão, alguma descarga elétrica e algum “ponto fora da curva” precisa existir.

    Muito bom receber suas réplicas e tréplicas… dão vida aos comments… hehe! E agradeço sinceramente por admitires que esperas (com alguma ansiedade) pelos meus pitacos… soa como uma “tirada de camisa” sua e faz com que eu me sinta (um pouco) menos nu diante de ti… hehehe!!!

    Antes que vire uma tese (e as más línguas se abatam sobre mim) vou encerrando por aqui… e tenha certeza que eu ainda poderia discorrer por horas sobre assuntos como felicidade, nudez ou batatas fritas… mas melhor que fosse “out of here”…
    Quem sabe quando reestabeleceres tua troca de e-mails com o Foxx não aproveitas o ensejo e me brindas com um? Hehehehe!

    Beijos e ótima semana, mon ami!

  7. Brindemos, então! Sem camisaS!
    Bjos!

Comentários

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